segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sugestão de Tatiana Dias Ignácio

Rogério Junqueira fala sobre a formação e a presença de professores com deficiência nas escolas brasileiras

"Uma escola que acolhe e valoriza a diversidade não é melhor apenas para aqueles considerados diferentes". Muitas barreiras arquitetônicas, culturais e atitudinais ainda impedem a inclusão de professores com deficiência


Por que é importante incluir profissionais com deficiência nas escolas brasileiras?
ROGÉRIO DINIZ JUNQUEIRA Um professor é um adulto de referência e suas atitudes produzem efeitos significativos nos alunos. Além de romper com a invisibilidade a que essas pessoas costumam ser submetidas, a presença de um docente com deficiência projeta para os estudantes a figura de um cidadão que luta para ter seus direitos respeitados e tem deveres a cumprir. Esse educador é, ainda, a demonstração de algo que deveria ser óbvio: a deficiência não representa um impedimento à aquisição e à transmissão de saber. Além disso, essa é uma oportunidade valiosa, para todos, de convívio com a diversidade.

Em que medida esse contato com a diversidade colabora com a formação dos alunos?
JUNQUEIRA A diversidade instiga e inquieta. Uma vez percebida em um processo dialógico, pode ser extremamente pedagógica. Ela ensina ao oferecer às pessoas a oportunidade de desmistificar o que imaginam acerca de si mesmas, do outro e do mundo. Nesse cenário, o estudante aprende a notar diferenças no que antes parecia homogêneo e a encontrar semelhanças no que era estranho. Uma escola que acolhe e valoriza a diversidade não é melhor apenas para aqueles considerados diferentes, é um ambiente melhor para todos.

Segundo o Censo Escolar de 2012, há pouco mais de 6 mil professores com deficiência nas escolas públicas brasileiras. Desses, 136 são cegos, 208 surdos, 48 possuem deficiência intelectual e mais de 2,5 mil têm alguma deficiência física. O que explica a presença de pessoas com deficiência física ser muito maior que a de surdos, cegos e com deficiência intelectual?

JUNQUEIRA A falta de acessibilidade ainda é um entrave para a presença maior de professores com deficiência física na Educação Básica. No entanto, o estudo do cotidiano escolar nos mostra uma riqueza de estratégias adotadas para contornar barreiras físicas. Muitas soluções são improvisadas e algumas com relativo êxito: uma rampa precária é arrumada, uma porta é alargada, dinheiro é coletado para uma pequena reforma do banheiro e uma sala de aula é criada no térreo. Tende a ser relativamente mais fácil improvisar uma rampa de madeira do que conseguir produzir materiais bem adaptados para professores ou estudantes cegos e surdos.

O que tem impedido a inclusão de pessoas com deficiência na Educação?

JUNQUEIRA Historicamente, as pessoas com deficiência, transtornos do desenvolvimento e outras necessidades educacionais especiais (NEE) enfrentam um cenário marcado por barreiras e altos índices de preconceito e discriminação em praticamente todos os espaços sociais. Nas escolas, vários fatores agravam o quadro de vulnerabilidade educacional dessa população. Entre eles estão as desigualdades socioeconômicas, a carência de políticas mais efetivas de acesso e de permanência, a adoção de modelos educacionais focados na concentração dos alunos com deficiência em escolas exclusivas e a escassez de investimentos na formação especializada de professores.

Mesmo assim, a matrícula nas escolas regulares tem crescido nos últimos anos, certo?

JUNQUEIRA Sim. Desde 1998, o país passou a registrar um gradativo aumento nas matrículas em Educação especial. Oficialmente, elas mais do que dobraram em dez anos. Esse aumento geral correspondeu a um aumento ainda maior da participação desses estudantes em escolas regulares (e a um declínio nas matrículas em escolas exclusivas ou em classes especiais). Isso implicou desafios crescentes para todos os sistemas públicos de Educação que, com frequência, em que pesem os esforços, admitem não se encontrar preparados.

Universidades estão preparadas para receber esses alunos?

JUNQUEIRA As universidades se encontram diante de um enorme desafio e muitas delas, especialmente as privadas, parecem ainda não ter se colocado essa questão da maneira mais adequada. No entanto, penso que o problema seja anterior: além da importância de se preparar para receber adequadamente essa população, é preciso discutir sobre as barreiras que impedem que a maioria delas chegue ao Ensino Superior.

O vestibular representa uma barreira específica às pessoas com deficiência?
JUNQUEIRA Sim, os exames de seleção, os concursos públicos e as avaliações em larga escala representam obstáculos para essas pessoas. A acessibilidade está assegurada por lei, mas na prática não é respeitada. Garantir o seu cumprimento é indispensável para o acesso aos demais direitos. Os sites das universidades, os editais e os sistemas de inscrição dos vestibulares devem ser acessíveis. Os exames precisam passar por adaptações e incluir provas em braile, textos com fontes ampliadas, descrição das imagens, alteração da redação dos enunciados, provas em libras etc. A escolha dos locais de prova deve obedecer aos princípios de acessibilidade urbana, arquitetônica e de mobiliário. Além disso, é fundamental assegurar a presença de profissionais de apoio devidamente capacitados. Além disso, as bancas de correção precisam ser compostas por especialistas capazes de considerar as particularidades da expressão escrita das pessoas com deficiência auditiva e também nos casos mais acentuados de dislexia.

E quais outros empecilhos culturais e atitudinais existem?
JUNQUEIRA Quando alguém acredita que pessoas com deficiência estejam fadadas ao fracasso escolar estamos diante de uma barreira cultural. Agir com paternalismo ou comiseração são exemplos de barreiras atitudinais. Sendo assim, a promoção da acessibilidade na universidade e fora dela não deve ficar limitada à importante eliminação dos problemas arquitetônicos. Ela requer uma compreensão sobre as relações de interdependência voltadas a prover apoio especializado e garantir acesso aos demais direitos, como Educação, saúde, cultura, comunicação, trabalho, segurança, lazer, convívio social e participação política.


Link: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/entrevista-rogerio-junqueira-fala-formacao-presenca-professores-deficiencia-escolas-brasileiras-inclusao-737166.shtml

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sugestão de Ana Cristina Medeiros - Aluna de Pedagogia - abril/2013

AGENDE: Palestra dia 04 de maio de 2013
14h às 17h.
Curso Gratuito

Sugestão de Ana Cristina Medeiros - Aluna de Pedagogia - abril/2013

Programa de Extensão Seminários de Capacitação Docente - 2013 = "Relação familia-escola na contemporaneidade: reconfigurações e desafios"
(80 inscrições)

Palestrante: Marlice Nogueira
Data: 27 de abril de 2013

Horário: 10:30h às 12:00h

Local: Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix

Rua da Bahia, 2020 - Multimídia 1

Período de inscrição - 09 de março à 26 de Abril de 2013

Público -alvo: Estudantes, educadores de creches, professores da educação infantil e ensino fundamental da rede pública e privada de ensino.

Mais informações: agesppe@izabelahendrix.edu.br
Inscrições: http://imihagesppe.wordpress.com/2013/04/09/relacao-familia-escola-na-contemporaneidade-reconfiguracoes-e-desafios/?preview=true&preview_id=709&preview_nonce=a4edd96a26

Sugestão de Erika Ribeiro Jorge - Aluna de Pedagogia - abril/2013

Lua Cheia no Museu

Data: de 26.04.2013 até 27.04.2013
Conduzido por educadores do Museu, o visitante terá contato com temas relativos ao ambiente florestal, destacando as principais espécies de árvores, influência microclimática, espécies de animais que habitam o espaço, entre outros. Além disso, o público participará de uma atividade cultural diferenciada, com a presença de contadores de histórias. O percurso pelas trilhas têm entre 2km e 3km e são realizados num tempo médio de três horas. O visitante poderá também comprar, na Cantina do Museu, caldos quentes, bebidas e outros alimentos.
Telefone: 31 3461-4204
Entrada Franca
Promoção: Programa de Educação Ambiental e Patrimonial - Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG
Realização: Programa de Educação Ambiental e Patrimonial - Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sugestão de Cecilia Gomes Vitor - Aluna de Pedagogia - abril/2013


Sugestão de Taciana Sena Guimarães Lopes - Aluna de Pedagogia - abril/2013

O fenômeno BULLYING deve ser combatido de todas as formas no ambiente escolar para que possamos educar para a PAZ. No entanto, devemos considerar a fragilidade humana e desenvolver habilidades para resolver os conflitos. Saber fazer com que nossos alunos convivam bem na sociedade é hoje um dos grandes desafios da Escola, haja vista a dificuldade de lidarmos com esses conflitos. A Escola deve ser o espaço privilegiado para a vivência, a prática e cultivo dos valores humanos tão importantes para o cultivo da Paz.
Com o objetivo de diminuir a incidência do chamado "bullying" nas escolas, o SINEP MG (Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais)distribuiu, no início de abril, uma cartilha sobre esse tema nas instituições privadas do Estado.

Segue link com cartilha

Esta cartilha foi trabalhada juntamente com os alunos de uma escola no bairro Buritis, e foi realizada uma matéria com alunos e profissionais da escola, que foi ao ar no MGTV 2º edicação no dia 10-04. Segue link:


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sugestão de Taciana Sena Guimarães Lopes - Aluna de Pedagogia - abril/2013

Filme: Perfume de mulher
Link Trailler
Link Filme completo
Sinopse
Frank Slade (Al Pacino), um tenente-coronel cego, viaja para Nova York com Charlie Simms (Chris O'Donnell), um jovem acompanhante, com quem resolve ter um final de semana inesquecível antes de morrer. Porém, na viagem ele começa a se interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga infelicidade.
Podemos trabalhar a temática que o filme traz com educadores em reuniões de capacitação para refletir sobre a questão das habilidades que temos e que devemos incitar em nossos alunos. O ator, que é cego usa da sua intuição e sensibilidade a todo momento. Podemos provocar os educadores... quando usamos a nossa intuição? A favor de quem e para quê? Como isso influencia na perspicácia de um professor em sala de aula ao tentar identificar qual a peculiaridade de cada aluno, a fim de que, consiga ter sucesso na construção do processo de aprendizagem com as crianças? E como devemos incitar essa capacidade intuitiva em nossos alunos também? Devemos provocar em nossos alunos de forma objetiva e desafiadora, o modo de expor quais são suas aspirações e crenças, de modo que, o educador consiga priorizar e formalizar o compromisso para cumprir estrategicamente aquilo que os educandos buscam com sede de conhecimento em seus mestres.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Sugestão de Ana Cristina Medeiros - Aluna de Pedagogia - abril/2013



Monteiro Lobato

Dia 18 é o Dia Nacional da Literatura Infantil. A data foi escolhida em homenagem a Monteiro Lobato que nasceu neste dia. Sendo assim, o Brasil começa a vivenciar uma série de promoções em torno da literatura infantil. Em Belo Horizonte, a Fundação Municipal de Cultura vai realizar a palestra "Monteiro Lobato e a formação da Literatura Infantil no Brasil" no dia 16, às 18:30h, na Biblioteca Pública, com professor João Luis Ceccantini, doutor em Letras e com muita experiência no tema.   

Curso:
Recursos Práticos para a Escola e Educação - Novos Tempos, novas propostas.

O curso Recursos Práticos para Escola e Educação – Novos tempos, novas propostas aborda o novo design de escola, educação, ensino e aprendizagem.
Esta nova forma de conceber a educação torna necessária a reciclagem dos profissionais envolvidos, visando a atualização e a revisão de conceitos e posturas, para uma atuação mais criativa e efetiva, através da interação entre a teoria e a prática. Neste curso serão trabalhados conceitos objetivos, sempre ligados ao contexto prático dos educadores, desenvolvendo habilidades pessoais e profissionais, abordando aspectos comportamentais, a prática do ensino reflexivo, passando por orientações diversas, além da discussão sobre os impasses inerentes ao processo de aprendizagem.

Início 25/05/2013 totalmente Virtual
90 horas
Informações: www.clicloceap.com.br